









Morando em uma casa apertada com sua família, dormindo no chão (o que é terrivelmente congelante no inverno!) e desejando mais do que tudo saborear um bom pedaço de chocolate (no entanto, apenas tendo uma sopa rala de repolhos), Charlie não era exatamente, como diziam, um menino muito sortudo. Realmente, não era!
Toda a sua vida mudará, quando Willy Wonka, dono da fábrica vizinha à casa de Charlie, anuncia um grande e inédito concurso — quem encontrar um dos cinco bilhetes dourados nas barras de chocolate Wonka poderá conhecer seu império. Foi então que o menino sentiu que sua vez chegara e sua estrela finalmente brilharia.
A obra de Roald Dahl é um clássico infantil mundial, tendo sido adaptada para o cinema em duas ocasiões: em 1971 e 2005, respectivamente com os atores Gene Wilder e Johnny Deep no papel do excêntrico figurão que é Willy Wonka. De fato, vale muito ler o livro, com as ilustrações de Quentin Blake, e ver as duas adaptações audiovisuais para incrementar a fantasia e a leitura. Vamos assim acompanhar a jornada de Charlie e de outras quatro crianças convidadas a descobrir o que acontece por trás dos portões da fábrica. A trama levanta questões complexas que vão além da sensorialidade e do encantamento despertado pelo tema doce, dialogando sobre o contraste social, a ganância, o caráter e a competitividade que se aprende ou se apresenta, dentro de casa, desde a infância.

