









A árvore esperou o dia perfeito para soprar suas sementes: sem frio, sem chuva, sem aquele tempo esquisito que a gente não sabe muito bem como vai ficar… E, quando o calor chegou, as pinhas secaram e as sementes se soltaram, a árvore celebrou e logo se ocupou de outra coisa.
No entanto, das cem sementes que partiram daquela árvore, um tanto caiu na estrada, outro tanto caiu na água, outras numa pedra enorme e mais algumas viraram refeição de passarinho. E agora, será que nenhumazinha vai germinar?
Isabel Minhós Martins e Yara Kono se unem para compor uma espécie de crônica com leves toques de apólogo a fim de nos relembrar do poder da esperança. Mas não uma esperança qualquer, sabe? A forma que vemos aqui é aquela esperança parruda, com raízes fortes e cheia de sabedoria. Uma esperança que entende que nós não controlamos quase nada na vida e como o ajuste entre o tempo, a paciência e o próprio caminho sempre será capaz de nos surpreender.

