









Os irmãos Frank e Ester compartilhavam tudo: as brincadeiras e os estudos, os doces e a curiosidade pelas formigas. Um dia, por uma dessas coisas que acontecem na vida, o pai é promovido e a mãe passa a dar aulas em outra escola. A rotina da família começa a mudar.
Uma novidade foi o ingresso das crianças em um novo colégio. Um dia, Ester tenta pegar um livro emprestado na biblioteca e não consegue. O livro estava bem ali, mas a funcionária respondeu que estava reservado. Frank achou que era porque Ester, como ele, era diferente das outras crianças — e, sem outra explicação, viu novas mãos aparecerem no lugar das mãos habituais.
Na hora do intervalo, os irmãos perceberam quanto os colegas cochichavam sobre eles e, como não suportaram o rumor, estranhas orelhas apareceram no lugar das antigas orelhas...
Vitor Rocha nos apresenta um livro dolorosamente necessário, cuja história não se encerra na última página. Embora a narrativa nos conte um caso fictício de preconceito, ela retrata fielmente uma infinidade de outros casos verídicos, que acontecem todos os dias e em todos os lugares — o que inclui as escolas. Um importante olhar sobre o cotidiano que escancara a realidade da sociedade estruturalmente racista em que vivemos e nos convida a parar de fingir que não vemos quando isso acontece — o único caminho possível para, efetivamente, agir e mudar.
