









Aquela poderia ser uma manhã como outra qualquer. Porém, naquele dia, mamãe pinguim estava especialmente zangada e deu um grito tão forte com o filhote que seu corpinho espalhou-se em pedaços pelos ares e cada parte foi parar em um lugar diferente: no espaço, no mar, na floresta, nas montanhas, na cidade e no deserto. O pequenino ficou surpreso, estarrecido, paralisado... Depois, começou a correr, fugir, ele queria gritar, mas o bico foi parar lá nas montanhas. O que ele poderia fazer então?
Apesar do caráter mágico ou mesmo ilógico da história, aqui está um lembrete importante de que as mães, assim como os filhos, também estão aprendendo enquanto caminham.
A obra de Jutta Bauer é um toque sutil, porém muito potente, de que todos somos humanos e estamos sujeitos a errar — inclusive as mães — e que os efeitos do nosso comportamento nos pequenos vão muito além do óbvio. Quando um adulto perde a cabeça e desconta na criança, o que pode nos reaproximar deles é algo poderoso, mas que ainda pode ser bem mais difícil para muita gente: reconhecer o erro e pedir desculpas.
