









Era uma vez um homem que encontrou um lugar perfeito no bosque: ali, brotavam as flores mais bonitas e coloridas, era possível sentir o perfume suave da natureza e relaxar ao som reconfortante do rio que corria por perto. Então, o homem se sentou em um banquinho e descansou por alguns instantes… até que um cachorro resolveu fazer xixi em uma moita, bem ao seu lado! Que ousadia!
O homem construiu um muro para separá-lo do cachorro e voltou a descansar. Então, apareceu um javali apressado e acabou o sossego de novo! Depois de construir mais um muro e outro e mais outro, o forasteiro foi fazendo uma diminuta casinha e se fechou dentro dela, querendo deixar toda a perturbação do lado de fora... O que ele não esperava era receber as visitas de um gato, um pássaro e até uma toupeira! Você consegue imaginar o que vai acontecer?
Embora pareça cômica, esta narrativa de Arianna Squilloni, com ilustrações de Decur, foi inspirada em uma situação real vivida pela escritora. Segundo ela, a história é sobre um homem que, embora cercado da mais extraordinária paisagem, gasta seu tempo levantando muros para evitar que pessoas e animais o perturbem. Mas, além desta interpretação, vale a pena refletir sobre as situações da nossa própria vida, quando erguemos muros com o intuito de nos poupar de aborrecimentos e, no final das contas, estamos nos isolando do melhor que a vida pode nos oferecer.
O construtor de muros deste livro parece ter aproveitado bem sua segunda chance.
E você?

