









Se o sol estivesse brilhando, um pequeno gambá sorria para o sol. Se fosse a vez de a lua brilhar, ele sorria para a lua. Se nada estivesse brilhando, ele também sorria para o nada mesmo, pois era genuinamente uma criatura satisfeita e muito contente.
Um dia, o gambá estava pendurado de cabeça para baixo no galho de uma árvore, com um grande sorriso aberto, quando um grupo de pessoas passou por ali. Elas confundiram seu sorriso com uma expressão de tristeza e, mesmo o gambá repetindo de novo e de novo que era, sim, muito feliz, aquelas pessoas não acreditaram e resolveram levá-lo para a cidade.
O gambá foi ao cinema e até a uma discoteca. O gambá que era muito feliz, começou a refletir sobre as pessoas e tudo o que estava vivendo, passou a sentir-se triste, muito triste e, enfim, a expressão de seu rosto mudou.
A narrativa atemporal de Frank Tashlin (lançamento exclusivo do Clube Quindim) é uma daquelas fábulas que abre as portas para refletir sobre uma infinidade de temas, como a intolerância, os riscos e consequências de tirar conclusões precipitadas, bem como a importância de estabelecer limites próprios, respeitando os outros e nossas características individuais, como a introversão. Ainda que escrita e ilustradas em 1950, não deixe de observar com atenção as páginas ricamente desenhadas, pois elas guardam muitas informações sobre os personagens e o que realmente aconteceu com o gambá e as pessoas da cidade.
