








Carolina Moreyra e Odilon Moraes se unem novamente para nos contar uma história sobre memória e recomeços. Aqui, acompanhamos as mudanças na vida de uma família e das lagartas que surgem aos montes no quintal, quando chega a primavera. Elas aparecem por toda parte, mas principalmente no pé de manacá-de-cheiro. Depois, transformam-se em casulos que as crianças encontram por toda a parte: em meio à folhagem, no canto dos vasos, no guidão da bicicleta, no skate, embaixo de uma cadeira e até no tênis que ficou esquecido do lado de fora durante a noite.
Em um texto com dois focos narrativos, vemos os paralelos entre a vida humana e as transformações do jardim doméstico. E, enquanto a pequena Juliana brinca aos pés da bisa, os meninos conversam sobre o céu, o sol e o infinito. A bisa ri.
O tempo vai passando, lentamente, mas sempre passa. Como acontece com as lagartas, tudo se transforma neste livro delicado que fala sobre amor, presença e a própria renovação da vida.

