








Domingo é dia de brincar! E, naquele domingo, João queria brincar de bola. Mas por onde andariam seus amigos? Pensando bem, ele sabia que Joca e Marcos haviam ficado de castigo, depois de um acidente com a janela da dona Rose. Já a mãe de Maria não deixava a menina brincar na rua nesse dia. Tinha também o Chico que ajudava a tia Marilene na banca. Mas onde estavam Juju, Amandinha, Lucas e todo o resto da turma?
O livro de Maria Carolina Marchi nos apresenta retratos de infâncias no Brasil. Aliás, como ela mesma diz, as personagens foram inspiradas por registros fotográficos, daí o forte caráter descritivo ou documental de imagens quase realistas. O cenário são quintais com varal de roupa, casas onde a porta de entrada está sempre aberta, ruas onde ainda é possível sentar na calçada para conversar, feiras livres, praias...
É nesse tecido que a brincadeira de bola ganha um sentido maior: não é só lazer, mas parte de uma emoção de pertencimento construído na coletividade. Enquanto alguns leitores podem se sentir convidados a embarcar numa viagem pela memórias de suas próprias infâncias, bastante semelhantes a essa, outros terão aqui uma valiosa oportunidade para conhecer um recorte de liberdade coletiva que é brincar na rua e viver em comunidade.
