








Na floresta, tudo está vivo, conectado, equilibrado e presente. Sem pressa, a árvore-mãe cuida de suas sementes para que germinem no tempo certo. Os cogumelos, as folhas, as flores e os insetos conversam uns com os outros num idioma só deles.
No tempo do bosque, não há correria... tampouco atraso. Tudo acontece como e quando tem que ser. A troca dos nutrientes sob a terra viva não deixa espaço para a hesitação nem a inveja: todos recebem a sua parte, por meio de suas raízes entrelaçadas, em uma irmandade silenciosa e eterna.
Quando a vida de uma árvore se encerra, ela doa todos os seus nutrientes aos filhos e vizinhos. Assim, a natureza nos mostra que somos todos uma só família e que nós, seres humanos, não somos somente observadores externos e passivos do que acontece.
A obra poética de Paulina Jara, com ilustrações de Marcos “Maguma” Guardiola, nos leva a uma imersão nas conexões invisíveis que sustentam o mundo. As palavras simples e profundas, com interpretação ampliada por ilustrações impressionantes, transmitem uma lição ancestral de cooperação, generosidade e equilíbrio naturais, que nos convida para refletir sobre como podemos transformar nossas ações em cuidado efetivo com as paisagens ao nosso redor.

