

Desde pequena, Lia, que nasceu Maria na ilha de Itamaracá, em Pernambuco, mas ganhou esse apelido de uma amiga, se apaixonou pelo mar de Iemanjá. Passava horas na praia, mirando a imensidão das águas e ouvindo o ritmo incessante das ondas. Tendo esse balanço como inspiração, Lia passou a escrever versos na areia, imaginando que depois serviriam de música para suas brincadeiras. Mas o mar faz o que quer, e apagava os versos de Lia. Só que se você pensa que isso fez com que ela desistisse, é melhor mudar de ideia!
A obra de Cristiano Gouveia e Layla Cruz faz uma homenagem em forma de poesia biográfica para Lia de Itamaracá, dançarina, cantora e compositora considerada a maior cirandeira do Brasil e patrimônio vivo de Pernambuco. Deixe-se levar pelos versos rimados e pela estrutura circular do livro — que quando aberto, se transforma em uma grande ciranda. As ilustrações, repletas de corpos diversos, transmitem perfeitamente a ideia da ciranda, expressão cultural e um importante movimento de inclusão que celebra o coletivo.

