







Betty Mindlin imaginou essa história ainda criança: uma menina, Berenice, senta na soleira do terraço após o almoço para observar seu jardim. E, aqui, as palavras são seu jardim mesmo, já que parte das plantas havia sido plantada pela própria menina. Enquanto desfrutava de uma sesta preguiçosa, saboreando um pedaço de chocolate trazido pelo pai de uma de suas viagens à Holanda, a menina tomou um susto: bem diante de si pousou uma enorme águia negra, com os olhos fixados nela.
De todas as coisas que esperaríamos de uma águia negra nessa situação, aconteceu a mais inesperada delas: o pedido de um pedacinho de chocolate para provar. A partir daí, as duas embarcam juntas numa viagem transformadora.
A obra foi inspirada num lugar real, localizado no Guajará-Mirim, em Rondônia, onde moram os povos originários do Guaporé. O resultado é um livro que fala delicadamente sobre o tempo, a conexão entre diferentes gerações, a espiritualidade e o sagrado, que existe no mundo natural e que fala conosco na cosmovisão indígena — basta que saibamos ouvir.

